Tonturas e distúrbios do equilíbrio: quando o problema pode ser neurológico?
Sentir tontura, desequilíbrio ou insegurança ao caminhar não faz parte do envelhecimento normal e nem deve ser encarado como algo sem importância. Embora muitas pessoas convivam com esses sintomas por meses ou até anos, eles podem estar relacionados a alterações neurológicas que precisam ser investigadas.
Segundo o neurologista Dr. Pedro Fernando Scanapieco Filho, o sistema responsável pelo equilíbrio é complexo e depende do funcionamento adequado do cérebro, dos nervos e de diversas estruturas que trabalham em conjunto para manter o corpo estável.
“O equilíbrio depende da integração de informações recebidas pelo cérebro. Quando há alguma alteração nesse sistema, o paciente pode apresentar tontura, instabilidade, sensação de flutuação, dificuldade para caminhar ou medo de cair”, explica o especialista.
Os sintomas podem surgir de forma leve ou intensa e variar bastante entre os pacientes. Algumas pessoas relatam sensação de cabeça pesada, enquanto outras descrevem desequilíbrio constante, especialmente ao caminhar, subir escadas ou mudar de posição rapidamente.
Diversas condições neurológicas podem estar associadas a esses sintomas, incluindo enxaqueca vestibular, alterações da circulação cerebral, neuropatias, doenças degenerativas e sequelas de eventos neurológicos anteriores.
“A tontura nem sempre está relacionada a um único problema. Por isso, uma avaliação detalhada é fundamental para entender o que está acontecendo e evitar que o paciente receba tratamentos inadequados ou incompletos”, ressalta Dr. Pedro Fernando Scanapieco Filho.
Durante a consulta neurológica, são avaliadas características como a duração dos sintomas, fatores desencadeantes, histórico clínico e possíveis sinais associados. Dependendo do caso, podem ser solicitados exames de imagem, exames laboratoriais e testes específicos para complementar a investigação.
O tratamento é individualizado e depende da causa identificada. Pode envolver medicamentos para controle dos sintomas, tratamento da doença de base, mudanças no estilo de vida e programas de reabilitação para melhorar o equilíbrio e a coordenação motora.
“O mais importante é compreender que a tontura tem causa e, na maioria das vezes, existe tratamento. Quanto mais cedo o diagnóstico for realizado, maiores são as chances de controlar os sintomas e devolver qualidade de vida ao paciente”, conclui o neurologista.
Se a tontura ou o desequilíbrio estão se tornando frequentes ou interferindo nas atividades do dia a dia, a avaliação neurológica pode ser um passo importante para identificar a origem do problema e recuperar a segurança nos movimentos.
Dr. Pedro Fernando Scanapieco Filho
CRM-MG 41013 – RQE 24729
Especialista em tratamento cirúrgico de doenças neurológicas na coluna vertebral, nervos periféricos, lesões cerebrais.
Neurocirurgia
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