Descolamento de retina: reconhecer os sinais pode fazer a diferença
O descolamento de retina é uma condição oftalmológica que exige avaliação médica rápida. A retina é uma fina camada localizada na parte interna do olho, responsável por captar as imagens e transmiti-las ao cérebro. Quando ela se desprende da parede posterior do olho, sua função pode ser comprometida, podendo causar perda visual.
Segundo o oftalmologista Dr. Guilherme Oliveira, um dos pontos mais importantes é reconhecer os sinais de alerta. “O paciente deve ficar atento principalmente ao surgimento repentino de flashes de luz, aumento de pontos ou manchas no campo de visão, sensação de sombra ou de uma cortina cobrindo parte da visão e redução da capacidade visual”, explica.
O descolamento pode ocorrer por diferentes mecanismos. O tipo mais comum está relacionado a uma ruptura ou rasgo na retina, que permite a passagem de líquido para baixo dela. O risco pode ser maior em pessoas com alta miopia, histórico familiar ou pessoal de descolamento, traumas oculares e algumas cirurgias oftalmológicas prévias.
O diagnóstico é realizado por meio de uma avaliação oftalmológica detalhada, geralmente com dilatação da pupila e exame do fundo de olho. Em determinadas situações, exames complementares, como a ultrassonografia ocular e a tomografia de coerência óptica (OCT), podem auxiliar na investigação.
“O tratamento depende do tipo, da extensão do descolamento e do comprometimento da retina, especialmente da mácula, região responsável pela visão central”, explica Dr. Guilherme Oliveira.
Quando existe uma ruptura da retina sem descolamento significativo, o médico pode utilizar laser ou crioterapia para criar uma barreira ao redor da lesão e reduzir o risco de progressão. Nos casos em que o descolamento já está instalado, podem ser necessários procedimentos cirúrgicos, como retinopexia pneumática, introflexão escleral ou vitrectomia. A escolha da técnica depende das características de cada caso.
O tempo também é um fator importante. Quanto mais rapidamente o problema for identificado e tratado, maiores podem ser as possibilidades de preservar a visão. Por isso, alterações visuais repentinas não devem ser ignoradas, mesmo quando não existe dor.
“Flashes de luz, aumento súbito de moscas volantes ou a percepção de uma sombra ou cortina no campo visual são sintomas que precisam ser avaliados rapidamente por um oftalmologista”, orienta o médico.
Dr. Guilherme Oliveira reforça que a avaliação especializada é indispensável para identificar o problema e indicar o tratamento mais adequado para cada paciente.
DR GUILHERME DE OLIVEIRA – OFTALMOLOGISTA
CRM/MG 56606
ESPECIALISTA EM:
RETINA E VÍTREO
CATARATA
Graduação: Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo
Residência médica: Santa Casa de São Paulo
Fellowship: Retina Cirúrgica Santa Casa de São Paulo
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