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Seletividade alimentar na infância

Roberta Mori – CRN-9 37177

Seletividade alimentar na infância

A seletividade alimentar acontece quando a criança aceita poucos alimentos e apresenta dificuldade ou resistência para experimentar alimentos novos. Essa resistência pode ocorrer principalmente quando o alimento apresenta sabor, textura, cor ou aroma diferentes daqueles aos quais a criança já está acostumada.

Por isso, é comum que ela prefira comer sempre os mesmos alimentos e tenha dificuldade para aceitar mudanças na alimentação. Esse comportamento é bastante comum na primeira infância, especialmente entre 1 e 3 anos, período em que a criança está formando suas preferências alimentares e conhecendo diferentes alimentos.

Porém, em algumas situações, a seletividade pode ser mais intensa e persistir por mais tempo, fazendo com que a alimentação fique cada vez mais restrita. Quando isso acontece, a criança pode recusar determinados grupos de alimentos, apresentar maior sensibilidade a algumas texturas ou cores e demonstrar resistência durante as refeições. Essa situação pode dificultar a oferta de uma alimentação mais variada e equilibrada.

Impactos na rotina familiar

A seletividade alimentar também pode afetar a rotina da família. As refeições podem se tornar momentos mais difíceis para pais e cuidadores, principalmente quando existe uma preocupação constante com o que a criança está comendo.

As tentativas de oferecer novos alimentos e as recusas frequentes podem acabar gerando ansiedade e conflitos durante as refeições. Por isso, é importante observar esses comportamentos e buscar orientação adequada quando necessário.

A utilização de estratégias que respeitem o tempo da criança, associada à exposição gradual a novos alimentos e ao apoio da família, pode contribuir para a ampliação do repertório alimentar.

O acompanhamento de profissionais especializados, como o nutricionista, também pode auxiliar a família nesse processo, oferecendo orientações de acordo com as necessidades de cada criança. Dessa forma, aos poucos, é possível ampliar o contato com diferentes alimentos e favorecer o desenvolvimento de hábitos alimentares mais saudáveis.

Roberta Mori – CRN-9 37177
Pós-graduada em Nutrição Clínica
Curso em Nutrição Materno-Infantil

Mais informações:

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